Acordei pouco antes de poder avistar terra firme. Na telinha do avião mostrava que estava chegado na França e olhando pela janela só podia ver o mar. Seriam mais algumas horas de viagem ainda. Apesar de não ter dormido direito, não consegui dormir mais. Estava muito ansioso, não via a hora de chegar à Paris.
Comecei a lembrar de quando estava planejando a viagem. O primeiro plano era chegar por Madri, ir então até Pamplona, onde pegaria um taxi no aeroporto para Saint Jean Pied-de-Port ou Roncesvales. Este era o itinerário mais comum dos brasileiros que começam o Caminho pelos Pirineus ou logo depois, já na Espanha. Quando eu estava pesquisando, pensei na vontade que tinha de conhecer Paris. Mas seria mais difícil, depois de chegar à Santiago de Compostela, voltar até Paris. Foi quando um amigo falou que poderia ir por uma cidade e voltar por outra, dependendo da companhia aérea.
Ao falar com a mulher que estava sentada ao meu lado, a comissária de bordo trouxe-me de volta ao presente. Era hora do café da manhã, e apesar de eu não ter passado muito bem nas horas anteriores, não poderia ficar sem comer. Ainda mais que o cheiro de café já inundava o ambiente e despertava o apetite.
Quando o avião começou a descer, as nuvens começaram aparecer. O tempo estava muito feio em Paris, nuvens, garoa, frio. Mas teria que aproveitar o que pudesse mesmo assim.
Quando o avião começou a descer, as nuvens começaram aparecer. O tempo estava muito feio em Paris, nuvens, garoa, frio. Mas teria que aproveitar o que pudesse mesmo assim.
Assim que desembarquei comprei um cartão telefôico e liguei para a família, dizer que cheguei bem e que a viagem foi boa. Depois fui até o lado de fora do aeroporto conferir o clima. Realmente estava frio, com um pouco de garoa.